Crescem exportações do Brazilian Health Devices



Criado para fomentar as exportações da indústria brasileira de dispositivos da área da saúde, o Brazilian Health Devices, implementado pela ABIMO em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), vem cumprindo seu papel.

Enquanto o segmento encerrou o primeiro trimestre de 2017 com crescimento de 4,95% no comparativo com o mesmo período do ano passado, as empresas de artigos e equipamentos médicos, odontológicos, hospitalares e de laboratórios apoiadas pelo projeto setorial somaram crescimento de 33,6%. O aumento das exportações é reflexo do alto investimento em ações estratégicas que elevam a visibilidade da indústria brasileira diante de compradores internacionais.

Ainda pensando no total do comércio exterior brasileiro, os dados conquistados pelo Brazilian Health Devices mostram-se ainda mais interessantes do que os da produção geral brasileira. Segundo o Indicador Mensal da Balança Comercial elaborado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), as exportações gerais cresceram 24,4% no período. Isso faz com que as empresas apoiadas pelo projeto setorial da ABIMO tenham tido desempenho quase 10% superior ao conglomerado nacional.

Desenvolvimento

A área de dispositivos de saúde ainda tem muito espaço para preencher no mercado externo. Ao traçar um comparativo entre o primeiro trimestre de 2017 e o último trimestre de 2016, há uma queda de 8,9% que se justifica pelo comércio não ser linear ao longo dos 12 meses.

Há a percepção de que os meses de outubro a dezembro historicamente apresentam maior intensidade no fluxo de vendas se comparados aos primeiros meses do ano.

“Acreditamos que estes números sinalizam uma recuperação em curso em relação aos resultados verificados nas exportações do projeto em 2016”, pontua Rafael Cavalcante, analista de acesso a mercados da ABIMO. O segmento acumula crescimentos que direcionam a indústria nacional a uma estabilidade maior ao longo dos próximos meses. Destaque para as produtoras das áreas de implantes e de odontologia que cresceram, respectivamente, 26,9% e 16,9% no primeiro trimestre deste ano se comparado ao mesmo período do ano passado.

Além desses dois setores, também estão envolvidas as fabricantes de materiais de consumo, radiologia, equipamentos médicos e de laboratórios. Iniciado em 2002, o projeto reúne mais de 140 empresas exportadoras e segue investindo em ações estratégicas, promovendo cursos e workshops para auxiliar as fabricantes nacionais na adaptação de seus processos, produtos e soluções a diferentes mercados, e incentivando a participação em eventos internacionais para apresentar as marcas brasileiras ao mundo.

Fonte: CargoNews