QUATRO FORÇAS DE TRANSFORMAÇÃO DAS TI
Cloud computing, mobilidade, "negócio social" e "Big data" são as quatro forças transformadoras do setor das TIC nos próximos anos, segundo o vice-presidente para consultoria, da IDC, Vito Mabrucco.
Está a emergir a terceira plataforma de computação a qual vai estar ligada a maioria dos sistemas de informação, de acordo com o vice-presidente para consultoria, da IDC, Vito Mabrucco.
Depois das duas primeiras, alimentadas pela emergência dos mainframes, e depois pelos PC, a nova base é marcada pela vaga de milhões de aplicações e serviços. Materializa-se na agregação ('mashu-ups') inovadora de serviços de cloud, e aplicações de mobilidade, geralmente instaladas em dispositivos pessoais dos utilizadores.
Assim, na visão de Mabrucco, haverá quatro forças de transformação do sector da TIC, nos próximos anos: cloud computing, mobilidade, "negócio social" e "Big data". No universo da cloud computing distinguem-se três grupos de serviços, conforme as características de privacidade e qualidade de serviço: na cloud para consumidores estes prescindem de privacidade, mas foi nesses moldes que a cloud computing terá emergido; num nível intermédio há já maior confiança no serviço do fornecedor (como é o caso do Skype); e numa âmbito de maior exigência, estão as clouds empresariais, com utilização determinada pela qualidade de serviços, acordos de nível de serviço (Service Level Agreements) e pela segurança.
O universo digital, englobando todo o conteúdo digitalizado, atingirá este ano a marca de 1,2 zetabytes, segundo Vito Mabrucco. A maior parte – 58,2% – é referente a conteúdos de média, enquanto outros 31,7% têm origem em câmaras fotográficas, e mais 10,1% são produzidos na captação de voz. Só 6,2% são conteúdos nos escritórios. Este universo cria o fenómeno de "Big data", ligado à necessidade que as empresas têm de analisar todos estes dados.
O fenómeno caracteriza-se também pela enorme velocidade a que estão a ser criados, replicados e transferidos conteúdos. E também por isso, está a levar ao aparecimento de novas tecnologias e arquitecturas concebidas para "extrair valor económico e de negócio" dessa avalanche de dados – marcada pela "variedade", "velocidade de crescimento" e " capacidade de disseminação".
MAIS UMA FORMA DE DESCOBRIR NECESSIDADES
Apesar de toda a evolução das operações de e-business, Vito Mabrucco lembra que a essência do negócio não mudou. No fim, o objectivo das empresas redunda na satisfacção de necessidades identificadas num universo de consumidores. "O 'negócio social' (ndr:ou 'social busines') introduz apenas uma nova forma de descobrir as necessidades", explica o consultor da IDC.
Nesse processo, não deixa de ser importante "fazer as perguntas mais correctas", para atingir objectivos. E o 'negócio social' traz também vários desafios de segurança, integração, de gestão de expectativas dos empregados, e de governação.
Por fim, Mabrucco refere a tendência da mobilidade, "iniciada há mais de dez anos", como estando "a ganhar cada vez mais força". Uma importante evolução marcará este aspecto com a emergência da denominada "Internet da coisas": o incremento da interactividade entre conjuntos de sensores disseminados e plataformas baseados na Ingternet, como o Twitter será cada vez mais vulgar.
FONTE: Computerworld [João Nóbrega]